ARTE DA PERSONALIZAÇÃO DE TOALHAS

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O Guia do Mochileiro das Galáxias 

A  razão era que [o livro] fora publicado sob a forma de um microcomponente eletrônico subméson porque, se fosse impresso de forma convencional, um mochileiro interestelar iria precisar de diversos prédios desconfortavelmente grandes para acomodar sua biblioteca.
No fundo da mochila de Ford Prefect havia algumas esferográficas, um bloco de anotações e uma toalha de banho grande,
comprada na  Marks & Spencer.

O Guia do Mochileiro das Galáxias faz algumas afirmações a respeito das toalhas.
Segundo ele, a toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho,  quando atravessar as frias
luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas e pesadas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar num combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa.

Porém o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha.  Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que 
um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, 
sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc., etc.
Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um  desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha "acidentalmente perdido". O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a Galáxia,
acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está sua toalha,
esse sujeito claramente merece respeito. Daí a expressão que entrou na gíria dos mochileiros, exemplificada na seguinte frase:
"Vem cá, você sancha esse cara dupal, o Ford Prefect?   Taí um mingo que sabe onde guarda a toalha.





Dougas, Adams (1952-2001) — O Guia do Mochileiro das Galáxias — Hitchhiker’s Guide To The Galaxy — Capítulo 3, excerto
tradução de Paulo Henriques Britto e Carlos Irineu da Costa. (Ed. Arqueiro, São Paulo) 
The reason why it  [the book] was published in the form of a micro sub meson electronic component is that if it were printed in normal book form, an interstellar hitch hiker would require several inconveniently large buildings to carry it around in. Beneath that in Ford Prefect's satchel were a few biros, a notepad, and a largish bath towel from Marks and Spencer. 
The Hitch Hiker's Guide to the Galaxy has a few things to say on the subject of towels.  
A towel, it says, is about the most massively useful thing an interstellar hitchhiker can have. Partly it has great practical value. You can wrap it around you for warmth as you bound across the cold moons of Jaglan Beta; you can lie on it on the brilliant marble-sanded beaches of Santraginus V, inhaling the heady sea vapors; you can sleep under it beneath the stars which shine so redly on the desert world of Krakafoon; use it to sail a miniraft down the slow heavy River Moth; wet it for use in hand-to-hand combat; wrap it round your head to ward off noxious fumes or avoid the gaze of the Ravenous Bugblatter Beast of Trall (a mind-bogglingly stupid animal, it assumes that if you can't see it, it can't see you—daft as a brush, but very very ravenous); you can wave your towel in emergencies as a distress signal, and of course dry yourself off with it if it still seems to be clean enough. 
More importantly, a towel has immense psychological value. For some reason, if a strag (strag: nonhitchhiker) discovers that a hitchhiker has his towel with him, he will automatically assume that he is also in possession of a toothbrush, washcloth, soap, tin of biscuits, flask, compass, map, ball of string, gnat spray, wet-weather gear, space suit etc., etc. Furthermore, the strag will then happily lend the hitchhiker any of these or a dozen other items that the hitchhiker might accidentally have “lost.” What the strag will think is that any man who can hitch the length and breadth of the galaxy, rough it, slum it, struggle against terrible odds, win through and still know where his towel is, is clearly a man to be reckoned with. Hence a phrase that has passed into hitchhiking slang, as in “Hey, you sass that hoopy Ford Prefect? There’s a frood who really knows where his towel is." 


Dougas, Adams (1952-2001)   - texto original em inglês 



Douglas Adams (1952-2001) foi escritor, roteirista e humorista inglês que se celebrizou pela saga 'O Guia do Mochileiro das Galáxias'. Também redigiu roteiros para as séries de humor non sense  Monty Python e Doctor Who. Embora tenha finalizado os cinco livros de 'The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy', Douglas Adams era conhecido por detestar prazos de editoras e sempre adiava a entrega de trabalhos. 

Numas férias passadas na Áustria ele lia The Hitchhiker's Guide to Europe, o guia de viagens europeias para mochileiros. Aborrecido por não conseguir se comunicar com as pessoas dos campos em que estava, tomou umas doses a mais e foi dormir, contemplando as estrelas. Ao acordar, teve a inspiração para escrever um livro sobre uma viagem intergalática. Estava concebido o livro quer virou um cult.  

Ele morreu de ataque cardíaco fulminante, em 2001, aos 49 anos de idade.